segunda-feira, abril 30, 2007

Frisbee

Quando anunciaram que jogariam frisbee, minha memória evocou imagens de praia, um casal e um objeto de plástico em cores neon, redondo e chato indo e voltando entre o casal. Eu não imaginava que fosse possível jogar frisbee em grupo. Em dois times, na verdade. É necessário que haja o mesmo número de jogadores de cada lado. Também é necessário que dois jogadores tirem os sapatos e os coloquem num lugar combinado e acordado por todos, delimitando o gol. O fato de haver um gol não implica que haja um goleiro. Não. Basta que o frisbee passe por entre os sapatos. Se tiver alguém do outro lado do gol, pra pegar o objeto voador, melhor.

When they announced they would play frisbee, my memory pulled pictures of a beach, a couple and a plastic object in neon colors, round and flat, flying back and forth between the couple. I didn´t figure it is possible to play frisbee in a group. In two teams, in fact. There has to be the same number of players on each side. It is also necessary that two players take off their shoes and put them on an agreed place, in order to delimit the goal. The fact that there is a goal does not imply that there has to be a goalkeeper. No. The frisbee just has to pass between the shoes, that´s enough. If there is someone standing behind the goal, to catch the flying object, the better.

Quem pega o frisbee não pode andar mais, precisa passar "a peteca", como no vôlei. Sempre haverá alguém marcando a pessoa que está parada, com o frisbee na mão, gesticulando energicamente com os braços, como no basquete. Sempre haverá meia dúzia de jogadores gritando o nome da pessoa que segura o frisbee na mão, como no futebol. Por fim, como na pelada de várzea, não há juíz - nem falta.

Whoever catches the frisbee cannot walk anymore, and has to pass it on, like in a volleyball game. There will always be someone "marking" the person that is standing with the frisbee in her/ his hand, waving energetically with the arms, like in basketball. There will always be a dozen players shouting the name of the one holding the frisbee, like in soccer. And last, like in street games, there is no referee - or foul.
No meio do jogo toca o telefone de Kaleem. O amigo no telefone veio pra jogar frisbee, claro. Essa foi uma rara oportunidade em que todos (menos Ruben, que tá em casa, em Barcelona) da casa se juntaram fora de casa. Se juntaram com vários franceses pra curtir um feriadão relax.

In the middle of the game, Kaleems phone rings. The friend on the phone came to play, of course. This was a rare occasion in which everyone at home (except for Ruben, who is at home, in Barcelona) met outside the house. We gathererd with some french people to enjoy the extended and relaxed weekend.

Koninginnedag

30 de abril foi o aniversário da rainha dos Países Baixos. Como ela também é rainha de Oranje, todo mundo se vestia de coisas cor de laranja nesse dia. Como era muita gente comemorando o aniversário da rainha, virou feriado nacional. (Tá, pode ser que a rainha tenha decretado que o aniversário dela é feriado nacional. Eu seria capaz de uma coisa dessas.) Enfim, a rainha comemorou tantos aniversários com festa nacional e todo o país vestido de laranja, que chegou o dia em que ela festejou o último dia que marca o seu nascimento - e morreu. A rainha que assumiu o trono em seu lugar, Beatrix, não faz aniversário no dia 30 de abril, mas manteve a ocasião e o feriado pra deixar que o país se vista de laranja e se embebede até perder a consciência. Amsterdam é a cidade que mais furiosamente festeja o dia da rainha, Koninginnedag. Mas isso não importa. Importa que a rainha com toda a corte sai de Den Haag nesse dia e visita uma cidadezinha e um vilarejo. O nome do vilarejo visitado hoje eu não sei, mas sei que ela foi a Hertogenbos, que a galera chama de Den Bos.
Eu fiquei em Nijmegen mesmo, imaginando que todos os trens pra qualquer canto do país devem estar lotados nesse feriadão.
Todos os parques da cidade estavam cheios de gente. No Hunnerpark teve um festival de música. Todo mundo foi, eu fui também. Nola, de vermelho, olhando pra mim. Mathieu e Kaleem conversando com Alexis e Boti no fundo.
Nola, in red, looking at me. Mathieu and Kaleem talking to Alexis and Boti in the back.
Mathieu, Tanguy e Boti acompanhando o show.
Mathieu, Tanguy and Boti watching the concert.

Primavera

Perdoem a minha empolgação com a Natureza, mas é que - vejam como o nosso jardim mudou!Abriu um monte de frô no jardim!!!!
Parece azaléia, mas não é. Chama-se Rhododendron em inglês e alemão. Os botões vêm em cacho, as folhas são mais oleosas e o arbusto é maior que o da azaléia. Talvez sejam parentes. Algumas florescem em cores muito vibrantes. Essa aqui é discreta perto das vermelhonas que atraem a atenção de qualquer um.
Parece chuva de ouro, mas não é orquídea. Vem num arbusto que pode virar árvore. Tem cheiro de sabonete barato.
A das folhas vermelhas parece a Blutbuche, mas não é. Credo, as minhas definições estão saindo pela negativa... O pior jeito de definir qualquer coisa é pela negativa: isto não é um cadarço, não é uma bicicleta, não é um balão, não é um sorriso. Bom, pelo menos as minhas negações são de plantas parecidas... As folhas vermelhas lembram a folha que figura na bandeira nacional do Canadá. Talvez seja mesmo Maple...
Essa dá em árvores enormes que dão mó sombra. As árvores estão espalhadas pela cidade e cobrem boa parte da Groesbeekseweg com sua generosa sombra. Pois é, tá fazendo mó sol aqui! Eu já mencionei que eu até já peguei uma corzinha nessa primavera? Cor avermelhada, não morena... éh, passei boa parte do feriadão no jardim, na horizontal. A grama mais do fundo tem musgo no meio, é super fofinha, não dá coceira e dá pra dormir numa boa!

Fenix

Esta é Fenix, minha rosa de estimação. Eu a comprei na feira e a trouxe pra casa, pra enfeitar a nossa cozinha. Aos poucos, ela foi morrendo. Resignada, fui cortando fora os galhos secos, removendo as folhas amarelas e pedindo pra ela voltar. Esperançosa, reguei a rosa sistematicamente, e montei esquemas pros meninos regarem a minha flor quando eu viajava. Lentamente, folhas novas surgiram, se esticaram em direção à luz e agora o botão se abriu. Fenix renasce no pote.

sábado, abril 28, 2007

Met de fiets

Mamãe, os carros são seres que atacam o homem pra defender-se de quê?
Está acontecendo aqui uma campanha publicitária de incentivo ao uso da bicicleta. O curioso é que - ao meu ver - essa campanha é desnecessária, já que a maioria da população holandesa pedala, possui mais de uma bicicleta e está satisfeita com a malha cicloviária de suas cidades.
Você alcança/ atinge/ consegue mais com a bicicleta. No sentido de fazer mais coisas: levar filhos na escola, fazer compras e ainda se exercitar.
Desculpem os reflexos na foto. Era de manhã, sábado de muito sol... Mas dá pra reconhecer um pouco das casas na Groesbeekseweg... e ver um pouco de trânsito em direção ao centro...
Não buzine. Pedale!

sexta-feira, abril 27, 2007

Trem para Amsterdam

Eu fui a Amsterdam hoje, sentar com a orientanda do orientador, pra discutir o artigo que pretendemos escrever juntas. Eu precisava pegar dois trens: um pra Utrecht, em que eu viajaria por uma hora, e outro pra Amsterdam Zuid (/zaud/, aprendeu, né!), em que ficaria por meia hora. A primeira estação que o Intercity atingiria seria Arnhem, a 20km daqui. Intercity é o tipo de trem que vai de uma cidade grande a outra, sem parar nas estações menores. Quem faz o esquema pinga-pinga é o Stoptrein. Aquele Intercity tinha Den Helder como destino final, mas eu não queria ir pra essas bandas.

Entrei no trem, sentei, tirei os textos que a Christine já tinha escrito da mochila, peguei um lápis e me pus a ler. Uma moça interrompeu a minha leitura concentrada, perguntando em holandês se aquele trem ia pra Utrecht. Acenei com a cabeça.

Voltei à leitura, adicionando rabiscos ao texto sobre construções de tópico. Um moço sentou na mesma altura que eu, do outro lado do corredor. Perguntou em holandês e com a linguagem dos gestos, pra que direção o trem seguiria. Apontei pra frente.

O trem entrou em movimento, contrariando a minha indicação. O moço e eu mudamos de posição, sorrindo. Um homem veio de trás, apontando com o indicador para o jornal que estava na poltrona à minha frente, perguntando se podia pegá-lo. Acenei com a cabeça.

O trem parou e uma voz nos alto-falantes anunciou que um trem de carga à nossa frente estava defeituoso, e que não era sabida a hora em que voltaríamos a seguir viagem. O moço do outro lado do corredor exclamou que como pode, um trem de carga estar com defeito! Isso não existe. Ele claramente esperou alguma confirmação minha, algum comentário que sustentasse a opinião dele e confirmasse a afirmação de que trens não apresentam defeitos. Mas eu decepcionei o homem. Sorri, levantei as palmas das mãos, encolhi os ombros e estalei a língua no céu da boca.

Achei que isso fosse o suficiente pra ele interpretar a minha resignação com o atraso e que pra mim tanto fazia se um trem pode ou não apresentar defeito. Mas ele precisava de um feedback mais engajado. Mudou de estratégia e de língua: you don´t speak nederlands? Expliquei que eu não falo holandês, mas entendi o que ele disse. Ah, sim.
Voltei ao meu texto. Mas o moço ficou intrigado: isso é esquisito! Entender, mas não falar. Repeti os mesmos gestos que usei pra transmitir a mensagem: fazer o quê...
Me deixou em paz.

Meia hora depois, o trem voltou a entrar em movimento e atingimos Arnhem, a cidade que fica a 2okm de Nijmegen. Acontece que outro Intercity com destino a Den Helder nos ultrapassou, e não podia haver dois Intercity com o mesmo destino num espaço de tempo tão pequeno. A solução encontrada foi simplesmente mudar o destino do nosso trem pra Den Haag. As pessoas dentro do trem ficaram escandalizadas, o moço do outro lado do corredor ficou exaltado. Desceu do trem e foi reclamar com os funcionários do trem, que não existe isso, de trem de carga dar defeito, que meia hora de atraso era uma afronta, que...
Uma voz nos alto-falantes anunciou que logo seguiríamos viagem a Utrecht, - assim que o maquinista chegar.

O maquinista demorou 15 minutos pra assumir o seu posto. Fiz uso dessa coisa chamada celular e avisei que eu estava no meio de um grande contra-tempo. Terminei de ler o texto, tive algumas idéias que agradaram a Christine e passamos a tarde toda garimpando palavras e lapidando idéias.

Com laptop

Ele voltou! Maravilha! E a boa notícia é que quando eu aperto o botão de POWER, ele funciona! Os meus dados estão salvos e garantidos! E agora tenho 14 metros de plástico-bolha pra me divertir!!! E até consertaram o sistema wireless embutido que veio com defeito!
... Só não me informaram do quê que tinha sido o problema...

quinta-feira, abril 26, 2007

In de tuin

Tuin (pronuncia-se /taun/) significa jardim em holandês.

Eu acho que eu daria uma boa bióloga, mas a idéia de estudar biologia me assusta. Muita etiqueta pras coisas no mundo. Muito nome pra decorar... Bom, então, na condição de leiga, me contento em admirar a natureza, especialmente a Flora, e me alegrar com as mudanças observáveis no jardim de casa.

A primeira observação é as folhas da Blutbuche atingiram o seu tamanho normal.

Em contraste com os ciprestes, as cores são mais expressivas agora.
As cerejeiras estão ganhando folhas e perdendo pétalas.
As pétalas das flores cobrem as calçadas como um tapete rosa vibrante.
Essa flor se chama blauwe regen (chuva azul) e tem um cheiro empesteante.
Três dias depois, os botões começaram a abrir. Ontem o housedinner foi no jardim, debaixo da chuva azul, e foi difícil ignorar o odor das flores.
Eu suspeito que esta flor se chame Flieder em alemão, mas não tenho certeza. Tá vendo o problema de categorizar as coisas... Bom, a foto tirada de longe ficou assim, e eu achei muito longe. Fui pra mais perto e tirei outra foto, que ficou assim:

quarta-feira, abril 25, 2007

De saia na bicicleta

Algum tempo atrás, trocando idéia com uma brasileira que fez um estágio em Amsterdam, o fascínio pelas ciclistas de saia me chamou atenção. Ela contou, entusiamada, que era o máximo ver as mulheres pedalando de saia por aí, numa boa. No Brasil isso não seria possível.

Eu respondi que o que me intrigava não era o fato de elas usarem saia, mas sim a técnica de pedalar sem expor o que há entre as pernas. É alguma coisa com o joelho, que vem até o centro do corpo. Talvez seja impossível aplicar essa técnica numa bicicleta masculina, por causa do quadro...

Ontem, voltando da escalada, estávamos todos mortos. Nossas forças tinham nos abandonado lá na academia de escalada, e tínhamos que pedalar por meia hora até em casa. A francesa era a mais morta de nós, e sucedeu que numa subida, ela ficou mais pra trás que nós. Não por muito tempo. Nem tivemos que esperar por ela lá no alto. Ela logo apareceu, dizendo que não admitia ser ultrapassada por uma ciclista usando saia.

terça-feira, abril 24, 2007

Retribuindo um favor

Muito tempo atrás, eu precisei imprimir uma coisa. A impressora ligada ao meu computador na universidade não fica na mesma sala que o computador, mas na sala onde ficam os mestrandos. Fui até lá, esperei a impressora cuspir papel com letrinhas, mas nada acontecia. Uma luzinha piscava, indicando que a impressora estava sem papel. Como eu não tenho muita familiaridade com esse tipo de máquinas, pedi ajuda pra moça que estava sentada na sala. Só tinha ela na sala.
A moça era uma japonesa dos cabelos brancos e olhos muito apertados. Ela estava com a cara colada na tela do computador, lendo. Veio me ajudar na boa, pediu que eu lhe desse instruções, do tipo, em que bandeja ela quer papel? Você está vendo a caixa de papel em cima da mesa aqui do lado? Isso, muito bem. Ela tateava pela impressora e eu me senti meio maus por pedir ajuda a uma pessoa deficiente. Sim, porque a japonesa era albino e quase cega.

Ontem, a caminho de volta do supermercado, vi a japonesa dos cabelos brancos caminhando a passos vacilantes, dando meia-volta, seguindo, se orientando pelo barulho dos carros. Imaginei se eu não poderia ajudar. Se eu oferecer ajuda, preciso ser capaz de ajudar. Essa não é a minha cidade, e eu não sabia por exemplo o nome da rua em que estávamos, então eu hesitei. Ela, no entanto, ouviu os meus passos, virou-se na minha direção e perguntou onde fica Groesbeekseweg. Eita, essa é a minha rua! Vem comigo. Alívio sentou-se nos ombros da moça.

Deixei a japonesa no ponto de ônibus, e ela agradeceu tão efusivamente quanto eu tinha agradecido a ela, quando ela colocou papel na impressora por mim.

segunda-feira, abril 23, 2007

Os caminhos

Caminhantes podem escolher algumas trilhas sinalizadas e recomendadas pelo parque. As trilhas são bem sinalizadas, com esses totens. Mesmo quando não há os totens, há indicações da trilha, como nesse caso, em que puseram a marcação no portão. Maravilha! Plaquinhas redondas indicam trilhas circulares, plaquinhas retangulares indicam que a trilha vai de A a B. Pena que eu só me liguei nisso um minuto atrás...
O problema que eu enfrentei foi a discrepância entre o meu mapa e as trilhas. O meu mapa tava na cozinha lá de casa, com o nome do Marco, morador que saiu antes de eu entrar na casa. As cores das trilhas eram diferentes no mapa e nas plaquinhas. Tudo bem, é só uma questão de interpretação. Não achei que eles fossem mudar os caminhos. Mudaram as plaquetas de sinalização dos caminhos. Assim, os caminhos pra cavalos no mapa viraram trilhas pra caminhantes no parque. Caminhos que não eram sinalizados como trilhas no mapa receberam plaquinhas e viraram trilhas na realidade. As duas principais ciclorotas não mudaram, mas estão mal desenhadas no mapa: na realidade há muito mais curvas de asfalto que a linha reta no mapa ignora.
Bom. Eu entrei pela entrada oeste, achando que ia sair por lá. Atravessei o parque e cheguei na entrada sul, cogitando a possibilidade de caminhar os 6km até Arnhem. Desisti de sair pela saída sul porque ainda era cedo. Resolvi fazer uma trilha circular, pegar uma bike branca e pedalar até o portão pelo qual entrei. Mudei de trilha. Escolhi uma trilha de plaquinha retangular. Perdi a orientação. Atravessei estepes, calculei o consumo de água, parei de ouvir a barriga faminta. A ciclovia que aparecia e sumia era o meu ponto de orientação, mas ela tava do lado errado... Vi uma antena de TV e a esperança voltou a me visitar: aquilo é Arnhem, tá tudo certo. Cruzei a ciclovia que se bifurcava. Opa! Não era pra ciclovia se bifurcar! Caraca! Atravessei o parque de sul a leste - sem saber!!!! Desconfiei que tava demorando pra chegar, mas eu ainda esperava chegar no portão sul, não no portão leste. E aquela coisa de se orientar pelo sol... hm... ele nasce a leste ou era oeste? Não importa, tem uma antena de TV ali na frente.
Saí por Hoenderloo mesmo, peguei um ônibus pra Appeldorn, conforme indicado pelo moço da portaria. Em Appeldorn perdi o trem pra Zupthen, porque eu não sabia que eu tinha que pegar um trem pra Zutphen. O moço no quiosque me disse que não há trens diretos pra Arnhem. Esperei meia hora pelo trem regional. Não tinha controlador no trem. O maquinista parava o trem, abria a porta, saía do trem, olhava as portas, apitava, checava, entrava de volta no trem, fechava a portinha dele, sentava e botava o trem em movimento. Entrando em Zutphen, vi o trem pra Nijmegen saindo. Maldito maquinista que faz tudo sozinho e assim demora mais tempo pra chegar! Esperei mais meia hora em Zutphen, depois vim com um Intercity pra Nijmegen. Cheguei em casa pouco antes das 23:00, suja e faminta.

Imagens da seca





As paisagens

O lago perto da casa de caça, no extremo norte do parque. Fui até lá de bike branca e voltei até o centro de turistas a pé.
Foram 6,5 km pela floresta verde-vibrante. Trilha de fácil navegação, com indicações, larga o suficiente pra dois e sem raízes ou outros obstáculos no meio do caminho. O mais curioso que eu encontrei foi um par de idosas sentadinhas num banco. Vestidas como que para o almoço de domingo. Trajes muito formais para um passeio na floresta. As saias, blusas, sapatos e corte de cabelo eram iguais. As duas eram iguais. Gêmeas idosas sentadinhas a 2km do centro de turistas. Dei bom dia e elas responderam, em uníssono: goede middag.
Atravessei um pântano, apesar da seca. Não chove por aqui faz um mês, mais ou menos.
Paisagem bem seca, com algumas jóias primaveris no meio.
Atravessei um deserto. Dá pra ver os dois descansando na longa sombra da árvore?
No centro de turistas eu peguei uma bike branca e atravessei o parque de norte a sul. O parque tem a forma de um retângulo em pé. A extensão de norte a sul é mais ou menos dobro o da distância entre leste e oeste. Imagino que sejam 17km de norte a sul (onde fica a entrada Arnhem) e 10km entre Otterloo (entrada oeste) e Hoenderloo (entrada leste).

Jardim de esculturas

No jardim de escuturas, há obras de tamanhos, cores e interatividade variadas.
Algumas interagem com as condições climáticas: vão oxidando conforme a umidade do ar, por exemplo, e assim mudam de cor.
Outras interagem com o público: convidam a entrar pela porta e a sentar em seu interior. Podia ser Gaudí, eu não lembrei de olhar o nome do artista dessa última escultura.

Cores





Em primeira instância, eu gosto de cores.

Arte moderna

Me lembrou uma roda de bicicleta, por isso tirei a foto... De resto, não tenho muita admiração pela arte moderna que se preocupa demasiado com formas geométricas.

Kröller-Möller

Conheci alguns artistas menos pop que Seurat e Signac no pontilhismo. Chris Beekman.

Já abandonando o pontilhismo prum estilo mais traçado que pontilhado, e mais próximo de Van Gogh, outro artista desconhecido pra mim.

Leo Geestel.

Já entre Van Gogh e Gaugin, com traços delineadores expressivos e cores vivas, mais um ilustre desconhecido. Desculpem os reflexos na tela. Tinha um vidro entre a tela e eu.

Charley Toorop.

Por fim, os vários anônimos que preencheram os corredores do museu.
A japonesada.
Eles têm um sistema próprio e organizado de aproveitar essas excursões em massa. Cada indivíduo tem um fone de ouvido na cabeça, que recebe sinais de um walkie-talkie na mão da intérprete deles. A intérprete ouve as explicações em inglês da guia - uma senhora alta, loira e holandesa - acena com a cabeça, agradece e traduz tudo pra dentro do walkie-talkie. Todo mundo faz cara de sério, fala baixinho e faz pose ao lado dos quadros famosos de Van Gogh.