sexta-feira, maio 25, 2007

Na montanha

Pra minha surpresa, algumas pedras no caminho são azuis. O tom é parecido com a cor da água dos rios que correm por aqui. Flores coloridas enfeitam a vegetação que vai escasseando aos poucos, conforme vamos subindo.
Ibex tem em todo lugar, mas notei que mais perto dos rifugi não tinha ibex, mas marmotas. Essas são criaturas engraçadas. São brincalhonas, ágeis e se fundem facilmente com a paisagem. Pena que eu não tenho nenhuma foto de marmota. O mais engraçado foi quando vi uma com o corpo ereto, mas ainda assim sentada sobre o traseiro, apitando como uma águia.
Borboleta é raridade na montanha, tenho até uma ponta de orgulho de ter apertado o botão da máquina fotográfica em tempo.
Primeiro rifugio. Uma casa abandonada, com quatro paredes e um telhado e alguns buracos tipo porta e janelas. Mais nada.
Outro rifugio no mesmo local.
As árvores vão escasseando.
Neve velha.
Ponte sobre o fiume.
Água cristalina. O meu Lonely Planet recomenda que não se beba dessa água, por mais tentadora que ela seja. Nunca se sabe se há um animal ou se há civilização rio acima. As fontanas são de água boa, porque não há interferências exteriores na água da fonte até a fontana.
O rio está embaixo, na esquerda. Percebam como não há mais árvores onde estou.
Jonas das perna comprida subindo a montanha sem mostrar sinais de cansaço.
Flor peludinha.
Alcançamos o Rifugio Vittorio Sella! Lá dentro tomamos um chocolate quente e admiramos as fotos expostas nas paredes. Lá aprendi que bota é scarpone. Perguntei onde era o banheiro, ela respondeu que era lá em cima, a destra, ma senza scarpone.
Aqui os nossos caminhos se dividiram. Jonas queria continuar subindo, ver mais neve, passar mais frio. Eu sabia que eu não ia descer a montanha correndo, e precisava estar em Cogne a tempo de pegar o último ônibus de volta pra Aosta. Eu desci devagar, pensando na possibilidade de fazer outra trilha lá embaixo, perto de Cogne.
O caminho, sentiero, à sinistra e um rifugio à destra.
Cacti.
Colônia de flores azuis.
Velho ibex que tossia convulsivamente, coitado.
Não deve ser Edelweiss, não, não deve.
Lá embaixo, antes de Cogne, acompanhamos o fiume por alguns quilômetros.



Um comentário:

Carlos Teixeira disse...

Pelo menos você conseguiu fazer o tal do Jonas parar de andar do seu lado...