sexta-feira, maio 25, 2007

Aosta

A viagem de trem até Aosta é maravilhosa, pelo vale circundado de montanhas cobertas de neve. Essa é a montanha ao sul de Aosta.
Belle Epoque é o nome do nosso hotel de uma estrela. Quando chegamos, o moço da recepção não simpatizou com a gente. Talvez por sermos turistas, talvez porque ele simplesmente tava sofrendo de mau-humor. O preço combinado foi 45 por noite pra dois. Duas noites, 90, ou seja, 45 cada um por duas noites. Escreveu esses números num papel, me deu outro papel e pediu pra eu escrever o meu nome nele. Guardou os dois papéis. Entramos no quarto e putz, uma cama matrimonial. Perguntei se non c´e una camera con due letti separatti. Não. A cama era um trampolim, e quando Jonas se virava, espalhafatoso como é, eu acordava com olhos arregalados.
Na manhã em que saímos, aparecemos na recepção às 7:15. Mal-humorada no toco, e sem pudores de evidenciar o desgosto, a mãe do moço da recepção nos informou que a recepção abria às 7:30. Ficamos sem saber o que fazer. O trem vai sair, ainda precisamos tomar café, devemos voltar ao quarto, ou podemos esperar aqui mesmo? Prego, prego, bufou a velha. Apresentou aquele papel em eu tinha escrito o meu nome, e embaixo tava escrita a soma total: 100 euros. Opa, isso não tá certo. Ela me mostrou outras contas de outros quartos, provando que todos os quartos custam 50 euros a noite. E daí, o combinado foram 45 a noite, não 50. Virei pro Jonas e perguntei se ele lembrava quanto tinha sido combinado. Definitely 45. Pronto. Dá-me novanta. Saímos pra rua e tava garoando. Me senti muito miserável logo de manhã.
Mas já estou antecipando o fim da estória.

É possível que este seja o Mont Blanc, mas eu não tenho certeza.

Esta é a montanha ao sul de Aosta.

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