terça-feira, setembro 04, 2007

Dez dias

Contagem regressiva. Apreensão progressiva. Vai dar tempo do orientador ler e gostar da versão final do artigo que carrega o nome dele como segundo autor? Vou conseguir re-submeter o artigo enquanto estiver aqui? Vai dar pra juntar a galera num último housedinner? Vou conseguir fechar a mala? Terei eu excesso de peso na bagagem? Vou conseguir um taxi às seis da manhã do dia da partida? Algum trem no caminho pra Schiphol vai atrasar? Será que eu nunca mais vou voltar aqui? Será que eu nunca mais vou ver as pessoas que eu conheci aqui, e das quais aprendi a gostar? Será que eu vou estar caminhando normalmente quando chegar no Brasil? Tô com saudades. Saudades acumuladas da Oca, dos meus irmãos tapioquenses, do povo, da Unicamp, de conhecer um monte de gente e topar com conhecidos na rua, saudades do sol, do calor, da poluição, pobreza e desamparo, dos sorrisos amarelos. E saudades antecipadas daqui. Dez dias e um ciclo se fecha. Tô muito feliz de voltar pra casa, mas também de coração apertado...

domingo, setembro 02, 2007

Samba Festival in Nijmegen

Festival de samba em Nijmegen? Verdade. Em cada canto do centro da cidade haveria um grupo de samba batucando. Pra ver todos os grupos, era preciso passear por Nijmegen. Enfeitaram o centro com bandeiras do Brasil, afinal, samba é coisa de brasileiro, não é mesmo? Quase. Este foi o primeiro grupo de uniformizados munidos de ziriguiduns e baticuns e tambores, tamborins, caxixis e chocalhos que vimos. O grupo era de Amsterdam, e não consegui atribuir a nacionalidade brasileira pra muitos dos integrantes do grupo.

Esse grupo é de Maastricht, a cidade que concorre com Nijmegen pelo título de cidade holandesa mais antiga, e eles todos me parecem meio muito holandeses pra tanto batuque.
Este grupo é de Köln, Alemanha, e eles tinham dançarinos!!! Mas quando nós chegamos, não havia rebolados e samba e ginga, só batuque. Logo em seguida, os dançarinos se apresentaram na frente deste outro grupo.
Reparem nas vestimentas de odalisca da loira à direita, e se der pra ver, nas pinturas brancas na pele do caboclo sem camisa. Samba na veia!
Este grupo (também de Maastricht) se apresentou de frente pro Waal, chamado de Reno na Alemanha. Uma moça do público causou suspiros delirantes nos homens e olhos estatelados nas mulheres. Ela sambava feito no sambódromo, e todo mundo foi capaz de imaginar ela sem muita roupa e muito brilho colorido. Só faltou sorrir.
De longe ouvi Paranauê... Paranauê, Paraná. Nas costas da capela havia uma roda de capoeira. E todo mundo jogava bem pra caramba, e, como dá pra ver nas camisetas, descobri que aqui em Nijmegen tem uma academia de capoeira.
Contra-mestre Formiga é o dos rastas. Ai, ai, quanto tempo não faz que eu não ouço um berimbau ao vivo, vejo as acrobacias e bato as 3 palmas...
Este foi o último grupo que vimos, e as dançarinas merecem um close.
Kaleem perguntou se as mulheres que dançam samba sempre se vestem assim, porque esse tipo de roupa é muito provocativo. Não, Kaleem, no Brasil, quando é carnaval, assim, pra valer, elas tiram a roupa.
Boti iluminado pelo sol. Assim que ele percebia que o ritmo da batucada não ia mais mudar, ele já se enfezava e queria ir embora, ver outra banda. Expliquei que a bateria não muda muito, que o lance é entrar no ritmo, sentir a batucada na boca do estômago e mexer as cadeiras. Vai dizer isso prum romeno húngaro que curte jazz...
Kaleem sempre alegre. Os dois me acompanharam por duas horas, de grupo em grupo, pelo centro de Nijmegen.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Stephanie and Marco

Stephanie and Marco came from Mexico to France and decided to pay a quick visit to Nijmegen. Fortunately, Nola was also still around, and Tanguy also came. So I had my favorite (ok, Alexis is missing) french people gathered together again! Stephanie, Michael (studied together with Marco) and Marco. We all went to the Blauwe Hand, the oldest pub in Nijmegen which serves the best hot chocolate in town.

Nola and Stephanie listening to my stories. As it seems, Mexico and Brasil have similar cultures. At least I recognized my culture in Steph's descriptions of the mexican way of life.
Tanguy smiling with his eyes. He approved the hot chocolate at the pub.
Boti decided he wants to taste a bit of a mexican's housewife's life. No work, staying at home, going shopping, having time for oneself (to read complicated articles on artifficial intelligence).
Rubén and me. The last picture of us both, there are no more.

Adiós, Cabrón!

This is how I will remember Cabrón: funny, warm-hearted and in pijamas (his favorite clothes).

quarta-feira, agosto 29, 2007

Em volta da mesa

Helena cozinhou pra todo mundo hoje. Foi o primeiro Housedinner que ela preparou.
Alexis tinha um salmão que ele queria fazer de entrada, pediu o meu conselho, me deu uma tábua, faca, perguntou se demora muito e se escafedeu. Ele vai embora amanhã, trabalhar por uma semana em 3 lugares diferentes.
Janneke é a namorada de Alexis, que fala mais alto que um espanhol (penso em Cabrón) no telefone.
Kaleem, cansado de tanto mental work.
Boti, o cara mais estressado que eu conheço.
Cabrón, que vai pra Espanha por um mês depois de amanhã. Esse moço teve um dia de cão. O vidro da janela do passageiro do carro dele foi quebrado pela segunda vez. Não roubaram nada, porque não tinha nada dentro do carro, mas deixaram um pepino pra ele resolver. Foi pro trabalho de carona com o Alexis. Lá ele teve que descascar uns abacaxis de última hora, antes de partir pra Barcelona. Chegou em casa cansado, brigou com o seguro, com o banco, e agora tá de vidro novo. Botou o carro na parte de dentro do jardim, o que ninguém faz, e deu de cara com o pai da Annelies, o único que pode estacionar o carro neste local. Esse homem tinha vindo porque os vizinhos lhe informaram que tinham visto um cara dormindo pelado na cabana que fica no jardim. Onde eu guardo a minha bicicleta. Tem um sofá lá... Antes de dormir, Rubén foi com uma lanterna no jardim, ver se tem alguém lá. Disse que não suporta a idéia de saber que há um estranho pelado dormindo no jardim.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Surpresa

Ninguém me viu caminhando sem muletas pela casa no domingo, carregando cadeiras no jardim, a tábua de passar roupa, guardando a louça que fica acumulada no escorredor, dançando ao som de Chico César.
Menno perguntou pelas minhas muletas (roxas), que ele não estava vendo em nenhum canto da sala de aparelhos. Hoje vim sem.
Helena chegou em casa e não viu a minha bicicleta. Tudo bem, ela deve estar pedalando por aí. Mas cadê as muletas dela, que deveriam estar aqui, encostadas na parede?
Boti subiu as escadas, olhou pra dentro do meu quarto, que tava com a porta aberta, e viu as duas muletas. Mas cadê ela, sem as muletas?
Kaleem tava descascando cebolas e chorando as pitangas, quando me viu chegando. Através da cortina de lágrimas, reconheceu que eu estava sem as muletas. You are walking!
Rubén chegou em casa com um monte de compras, precisava de espaço na mesa, eu levantei e fui até o forno, checar o bolo. Mas o quê que é isso?! Ela anda!
Falko, nosso novo morador, perguntou por que eu ando estranho desse jeito (e viva a sensibilidade germânica).
Filho, eu ando, ergo sum.

domingo, agosto 26, 2007

Vamos ver um filme?

Estávamos os quatro sentados na mesa da cozinha, à luz fraca de uma pequena vela. O vento soprava lá fora, e pensávamos que coisa rara é ver os outros da casa numa noite de sábado, na cozinha.

Kaleem e Helena tinham executado todos procedimentos científicos indicados na embalagem para tomar o novo chá que ela ganhou. Aqueceram a água a 80ºC, colocaram as folhas na chaleira, adicionaram a água, observaram a mudança de cor do chá, esperaram por dois minutos e meio, despejaram o chá em vasilhas e não xícaras, apagaram as luzes e acenderam a vela.

Boti se juntou aos dois para jantar, eu puxei uma cadeira pra comer os meus cereais. Nós todos ficamos procurando por um sabor diferente, mais intenso, provocado pela menor luminosidade, mas fracassamos em sentir um gosto mais forte.

Barriga cheia, luz de vela, vento soprando lá fora, jogando folhas secas contra o telhado de vidro. Helena teve a grande idéia de assistirmos um filme. Boti teve a genial idéia de vermos esse filme na nova tela que ele havia comprado pro computador dele. O monitor dele é maior que a minha TV. Helena buscou os filmes que ela tem, e avisou que estão todos em tcheco. As legendas eram em inglês, mas precisavam ser sincronizadas com o filme. Meia hora ela tentou fazer as falas tchecas coincidirem com as legendas inglesas, mas sempre havia um atraso de 5 segundos. Cinco segundos é muito tempo para um filme. Conte até cinco e pense quanta coisa quantas pessoas podem dizer, quantas cenas podem mudar, quantas piadas a gente ia perder, se visse uma comédia.

Desistimos de ver um filme tcheco, e Boti fez propaganda de um filme húngaro muito bom. Lembrei que ele já havia me emprestado este filme, e que o CD em que está o filme foi a última coisa a entrar no meu laptop, antes de ele travar. O filme não rodou no meu computador, portanto eu estava curiosa. Decidimos ver então o filme húngaro no laptop da Helena, porque o do Boti (com monitor, teclado e caixas de som novos, foi completamente reconfigurado e) não roda mais filmes.

Subimos para o quarto do Boti, onde ele tentou conectar o monitor novo ao laptop da Helena. Ela não sabia como isso funciona, mas sabia tcheco, a língua do laptop. Boti tinha uma certa expectativa de como as coisas deveriam funcionar, mas não entendia tcheco. Não deu certo. Kaleem visivelmente ia ficando com sono. Desistimos de ver o filme na tela grande e resolvemos que o monitor do laptop da Helena é o suficiente.

Começa o filme, as pessoas falam um monte coisas em húngaro, e quando a cena já mudou e outras pessoas falaram outras coisas, é que vem a legenda. Maravilha. Helena sugeriu que víssemos um filme mudo, e bah, Boti tinha um filme mudo naquele mesmo CD. Acordamos Kaleem e assistimos a um filme húngaro sem fala, mas cheio de sons. O nome do filme, se não me engano, é Hullek, o que significa 'soluço', tipo Schluckauf, de hickup. Gostamos bastante do filme e saímos do quarto do Boti com uma experiência nova na memória: hickup.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Pequeno milagre

Eu estava acostumada a andar com as mãos e o pé esquerdo. Sem as muletas, eu não ia a lugar nenhum. Ia a passos largos, quase pulando, vendo como os meus músculos nos braços iam se definindo. Depois de uma semana de fisioterapia, o pé direito tocou o chão, mas eu continuava a andar com as mãos e o pé esquerdo. A dor nos pulsos ia aumentando, as pontas dos dedos anulares das duas mãos estão dormentes desde então. Aprendi a abusar da perna esquerda, a ponto de achar que tenho meia perna direita e uma e meia perna esquerda. Na outra semanda de fisioterapia, com as pontas dos dedos mindinhos dormentes, Menno (é o nome do fisioterapeuta) me fez caminhar com apenas uma muleta. Vamos, Fräulein, você consegue. Ao fim da segunda semana de fisioterapia, na última sessão, ele me tirou as duas muletas e me deu a mãozinha. Fui segurando as duas mãos dele e voltei apoiada em apenas uma. Mais uma volta. Estamos indo muito bem, Fräulein. Mais uma volta e - CARACO! estou andando sozinha, sem mão!!!!!! Ainda sou muito desajeitada pra caminhar sem muletas, mas só o fato de ter conseguido me locomover só sobre os dois pés é - pra mim - um pequeno milagre.

terça-feira, agosto 21, 2007

Fietstherapie

Quem já dividiu quarto com uma fisioterapeuta sabe que existem diversos modos de se trabalhar na reabilitação de um paciente. Aprendi com a Renata que existe a equoterapia (ou hipoterapia), que utiliza o cavalo como suporte para o desenvolvimento motor do paciente. E foi com ela que eu fiz hidroterapia depois do meu acidente de bicicleta. Na piscina eu desenvolvi coordenação e força pra voltar a andar que nem gente (eu tava andando que nem um pingüim).
Aqui, na Holanda, país das bicicletas, estou praticando a fietstherapie, ou cicloterapia. É muito doido pedalar por aí com as muletas presas na bicicleta. É muito estranho pedalar com o selim tão baixo, que o meu pé esquerdo alcance o chão quando eu parar a bike. Como era mesmo a expressão que se usava? Macaco de circo? Então pronto, combina. É muito bom sentir o vento na cara, ultrapassar gente na ciclovia!!! e não ter mais que esperar pelo ônibus.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Pequena Giant

PEDALEI A MINHA BICICLETA!!!
Tá vendo, acabou que pedalei antes de voltar a andar. Ainda preciso das duas muletas pra andar, mas dei uma volta grande por Nijmegen na minha bicicleta. E o mais legal é que o meu fisioterapeuta veio aqui em casa com a bike dele e me acompanhou nesse giro. E viva os fisioterapeutas do sexo oposto que pedalam e entendem a minha urgência de voltar pra minha magrela!

domingo, agosto 19, 2007

Stephanie's Hibiscus

Stephanie tinha um hibisco, que ela deixou comigo, que foi parar na janela da cozinha, que nunca tinha dado flor. Assim que ela foi embora - nada aconteceu. Assim que eu caí da árvore, o hibisco deu flores: uma atrás da outra.
Stephanie had an hibiscus that she left with me, that ended up in our kitchen window, that never gave flowers. As soon as she left - nothing happened. As soon as I fell from the tree, the hibiscus started blooming: one blossom after the other.

Lost in translation

Perguntei quem ia à feira (market), e Kaleem disse que ia. Fiz uma lista de coisas que eu queria, dei dinheiro e esperei ele voltar. Ele voltou do supermercado (SUPERmarket). Primeira decepção, porque os vegetais vendidos em supermercado são todos embalados em plásticos, vieram de longe e não têm gosto de nada.
Eu tinha pedido pra ele trazer laranjas (oranges) e ele trouxe mexericas, mimosas, bergamotas ou tangerinas (tangerines, clementines or mandarines). Expliquei que existe uma diferença formal, conceitual e nominal entre as duas coisas (laranjas e bergamotas), e ele concordou com a diferença, apontando que em Panjabi também há nomes diferentes (que eu já esqueci) pras duas entidades, mas que em inglês a palavra ORANGE refere às duas frutas. Na verdade o que importava era o que tava escrito na estante do supermercado em holandês, e devia estar escrito sinaasapple (orange), mas não tava.

sábado, agosto 18, 2007

No more

Na sexta fui à fisioterapia com o pé nessa bota branca e voltei com ela na mochila e o pé calçado no tênis. Botando o pé direito no chão, de leve, pra já ir me acostumando a sentir o chão, me movimento mais devagar que antes, porque não dou mais passos tão largos. Ultimamente eu tava usando essa bota como artifício de ilusão. Assim como as mulheres usam maquiagem pra causar a impressão de serem bonitas e assim atrairem simpatias, eu usava a bota pra causar a impressão de que estou incapacitada e esclarecer pras pessoas à minha volta por que me movimento em outro ritmo. Adeus, bota, até nunca mais!

sexta-feira, agosto 17, 2007

Comforted

De alguma forma, eu queria expressar a minha gratidão por pequenos gestos de simpatia. Annelies me deu estas flores, as pessoas sorriem e me perguntam se sinto dor, o motorista do ônibus esperou até eu chegar até o veículo de muletas (!), Nola e Tanguy vieram me visitar hoje de tarde, e as pessoas em casa estão sempre dispostas a me ajudar a transportar coisas. É bom estar de volta, não estar presa a uma casa, bom rever amigos.

I would like to express somehow that I am grateful for little small gestures of sympathy. Annelies gave me these flowers, people are smiling and asking if I feel pain (pijn), the bus driver waited until I got to the bus with my crutches (!), Nola and Tanguy came to visit me this afternoon and the people at home are always ready to help me transporting things. It is good to be back, good not to be bound to a house, good to see friends again.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Pedalei

Saí da fisioterapia abismada com o tanto de coisa que eu consigo fazer. Consigo, por exemplo, pedalar naquelas bicicletas ergométricas a 16km/h sem sentir dor no tendão de Aquiles. Consigo me equilibrar em pé com os dois pés no chão. Consigo muletar apoiando levemente o pé direito no chão.

Tempo, tempo, mano velho

Estou meio desorientada no tempo. Não uso relógio faz um mês e meio, e deixo as coisas acontecerem à minha volta, sem marcar a que horas elas acontecem. Claro que respeito os meus compromissos e não chego atrasada, mas de resto, o tempo pouco importa. O meu ritmo está mais devagar mesmo, e se eu ficar contando quantos minutos demoro pra muletar do ponto de ônibus até em casa, pra estender a roupa no varal, pra cozinhar, puxa, seria deprimente.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Uma hora e meia

Não me conformo. Demorei uma hora e meia pra chegar da universidade em casa de ônibus. De bike seriam 7 a 5 minutos, de ônibus e muleta foram 90 minutos. E viva o transporte público urbano de Nijmegen. Na minha rua só passa uma linha de ônibus, a linha Nijmegen - Groesbeek. Esta linha não passa dentro da universidade. Pra ir da minha casa pra universidade de ônibus, é preciso tomar um ônibus pra estação central (direção oposta à universidade) e de lá pegar um outro pra universidade. Pra voltar, a mesma coisa, só que o ônibus pra Groesbeek vai primeiro ao centro de Nijmegen, fica parado lá por 15 minutos e volta à estação central. Pra ir pro centro, tenho um ponto de ônibus bem pertinho, mas na volta, dois pontos são equiditantes da minha casa. E a distância não é pouca coisa. Parei 3 vezes no caminho, pra descansar os pulsos e sacudir os braços.
Decidi hoje que só volto pra universidade por propulsão humana, seja de pé 2 ou de bike. É mais rápido, não custa passagem e não precisa esperar em pé (num pé só) até um ônibus vir em horário aleatório.

terça-feira, agosto 14, 2007

Ela voltou!

Todo mundo da casa ficou feliz em me ver, descobriu como se anda de muletas, ofereceu ajuda, perguntou detalhes da árvore, contou estórias de acidentes próprios e alheios e fez com que eu me sentisse em casa de novo.